História Italo Bianchi

 

Ele nasceu em Milão, em 9 de fevereiro de 1924. Aos 12 anos, já estava apaixonado pelos meios de comunicação. Seu primeiro amor: o Corriere Della Sera. Levado pelas mãos de seu pai, ao conhecer a redação do jornal se sentiu arrebatado não apenas pelo universo das letras, mas também das artes, mesmo porque Italo Bianchi viveu parte de sua infância entre óperas e esculturas. A música o embalava ao som da voz de sua mãe Giuseppina Giovenco pianista do teatro Manzoni de Milão . O apuro estético entrou em suas veias em meio aos trabalhos que seu pai( o escultor Guido Bianchi e também sócio honorário da faculdade de Brera em Milão), como artista plástico. Formou-se, em 1946, em História da Arte em seguida arquitetura, começou a atuar com projetos gráficos – entre outros trabalhos, desenhou famílias de tipos tipográficos para a Fundição Nebiolo, em Turim.

Chegando ao Brasil em 1949, procurou seus pares e, a princípio, os encontrou na Companhia Cinematográfica Vera Cruz, onde atuou como cenógrafo e diretor de arte até 1954. A cenografia do longa Uma pulga na balança outorgou a Italo Bianchi o Prêmio Saci de Cinema em 1953. Tempo das artes. Por amor a elas e pela necessidade dele, rumou, em 1955, para Buenos Aires, na Argentina, onde, entre outras obras, como capas de discos e livros, produziu cenários abstratos para os espetáculos de balé clássico da Companhia de Dança Ana Itelman.

Em mais uma tentativa de residir no Brasil, desta vez de todo gloriosa, Italo Bianchi retornou, um ano depois, à capital paulista, quando teve início uma das fases mais felizes de sua vida, parte dela dedicada ao jornal O Estado de S.Paulo, como diretor de arte, surgiu de suas mãos o projeto do Suplemento Literário, que circulou pela primeira vez em 6 de outubro de 1956.

Em 1959 funda o Instituto de Arte de Decoração - o iadê, em seguida muda para Pernambuco onde abre a Ítalo Bianchi Comunicação, pintor, escritor com 6 livros publicados e colaborou com colunas em jornais. 

Falece em 5 de outubro de 2008.