Novas narrativas femininas

R$ 480,00

Carollina Lauriano

Objetivo do curso:

O curso tem como intenção se aprofundar sobre as disparidades entre gênero na história da arte, da arte clássica até o contemporâneo, compreendendo as dificuldades que as artistas mulheres ainda enfrentam para inserção de seus trabalhos, tanto no mercado, quanto na instituição

           

Público: Interessados em artes plásticas

 

Carga horária: 15 horas

 

Datas e horários.

Em Breve

vagas limitadas.

 

Descrição do curso:

A história da arte foi responsável por um apagamento sistemático dos feitos das mulheres artistas. Quando na década de 70, a historiadora de arte Linda Nochlin escreve um ensaio questionando "Por que não houve grandes mulheres artistas?", nos deparamos com alguns mecanismos que impediram mulheres de serem reconhecidas por suas grandes obras e feitos artísticos. Nesse curso, olharemos para o passado para investigar quais as dificuldades que mulheres artistas encontraram - e ainda encontram - para terem seus trabalhos reconhecidos tanto institucional, quanto mercadologicamente, mas também olharemos para o futuro, observando como processos feministas, decoloniais e dissidentes têm sido importantes para abrir novas possibilidades e inserções para mulheres artistas.

 

Aulas:

1-19 séculos de apagamento:

Uma introdução sobre gênero na arte. Desde a década de 70, o gênero têm sido abordado nas artes, como uma necessidade de inclusão de mulheres artistas institucionalmente e mercadologicamente, mas somente nas últimas duas décadas essas urgências passaram a ser assimiladas pelo campo da arte. Nesta aula introdutória, vamos descobrir as raízes profundas para que as mulheres ainda sofram resistência para sua inserção mesmo no século XXI.

 

2- 19 séculos de apagamento:

retrato e a representação feminina na arte. As belas artes eram um campo predominantemente masculino, sendo que para as mulheres o fazer artístico, muitas vezes, estava ligado ao manual. Nesta aula, vamos passar por artistas que transgrediram o lugar da mulher e tiveram êxito em suas carreiras, dedicando-se especialmente ao oficio de retratar a sociedade ao qual estavam inseridas.

 

3- Século XX, uma nova perspectiva na arte produzida pelas mulheres: bauhaus e modernismo.

O período moderno traz uma nova perspectiva de emancipação da mulher, mas mesmo assim ainda subordinada a uma condição social do ser mulher. Mesmo dentro dessa perspectiva, grandes mulheres se destacaram diante as vanguardas artísticas que surgiam na época, a exemplo das mulheres da bauhaus que, mesmo relegadas as cadeiras da artesania, se tornaram grandes artistas a frente do seu tempo.

4- Mulheres radicais e o feminismo nas artes plásticas.

A segunda onda do feminismo trouxe uma ampla discussão sobre a ressignificação da mulher no campo de trabalho, resvalando tal debate no campo da arte. Enquanto mulheres artistas criavam suas possibilidades para entrada no âmbito comercial, outra discussão tomava grande importância: a quem dizia respeito tal feminismo e porque é necessário compreender a importância do feminismo negro para os avanços do lugar da mulher no campo da arte. Durante esse período, as artistas também partem da noção do corpo como um campo político e embarcaram em investigações radicais e poéticas para desafiar as classificações dominantes e os cânones da arte estabelecida

 

5- Decolonial:

Raça como nova possibilidade de futuro Os estudos decoloniais abrem um novo campo discursivo para compreender uma necessidade de um novo olhar para a história local para compreender as heranças coloniais que carregamos. As questões raciais têm desempenhado grandes discussões no campo da arte. Nesta aula, vamos observar a entrada de Rosana Paulino nas artes e como isso resvala na luta de jovens mulheres artistas em criar seus espaços de visibilidade.

 

6- O futuro é agora:

Identidade de gênero como nova possibilidade de futuro Na década de 70, a historiadora da arte Linda Nochlin escreveu o ensaio “Por que não houve grandes mulheres artistas?”, que trouxe para o debate sobre a desvalidações das produções que não eram feitas por homens brancos, eurocentrados e burgueses. Em 2017, a artista carioca Agrippina R. Manhattan retoma o texto de Nochlin, atualizando a pergunta “Por que não houve grandes artistas travestis?”, no qual Manhattan  visa investigar as relações estabelecidas pelos corpos que escapam da heterocisnormatividade (não-binários, travestis e transgêneres) e suas posições durante a história da arte.

 

Sobre a autora:

É formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo. Tem extensão em Pesquisa e Análise de Tendências (em arte, design e moda) pela Central Saint Martins/University of the Arts London (ual) e atua como curadora independente desde 2017. De 2018 a 2020 fez parte do time de curadoria e gestão do Ateliê397, um dos principais espaços independentes de arte, com 17 anos de atuação em São Paulo. Em suas pesquisas, interessa discutir a inserção, desafios e conquista de jovens mulheres artistas no mercado da arte. Dentre os principais projetos realizados estão as exposições "Corpo além do corpo", que discute a transexualidade feminina e a busca pelo protagonismo de novos corpos na sociedade, "Céus Cruzados", individual da artista Sol Casal e "A noite não adormecerá jamais nos olhos nossos", que reuniu artistas racializadas na Galeria Baró para apresentar e discutir a produção de corpos dissidentes dentro do mercado de arte.

Este curso é online, portanto é necessário ter acesso à internet.
As aulas irão acontecer ao vivo pela plataforma zoom.